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Pesquisa da Fecomércio RJ mostra que 8 em cada 10 empresários estão confiantes na melhora em seus negócios no próximo trimestre

Publicada em 18/11/2021

A confiança dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do estado do Rio quanto a melhora em seus negócios no próximo trimestre apresentou leve redução em novembro, após alta registrada no mês anterior. É o que revela a nova pesquisa da Fecomércio RJ com comerciantes do setor, realizada entre os dias 1º e 04/11, com a participação de 280 empresários. Apesar da pequena queda, o levantamento manteve a sinalização de otimismo por parte do empresariado do estado do Rio. A última forte retração ocorreu em setembro e interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas, iniciada em maio de 2021.

 

Com a liberação de boa parte das atividades, mesmo com algumas restrições, somado ao crescente aumento no número de fluminenses vacinados com a primeira, segunda dose ou dose única, além da dose de reforço dos idosos, a expectativa sobre a retomada econômica se consolida e volta a animar os empresários.

 

Em relação às expectativas dos empresários para os últimos meses desse ano e o primeiro do próximo, 80% afirmam que esperam que a situação de seus negócios melhore ou melhore muito, marcando alta de 4,6 pontos percentuais em relação a novembro de 2020. Neste novo levantamento, apenas 14,3% dos entrevistados afirmam que a situação deve continuar igual. Outros 5,7% creem numa piora ou piora acentuada na situação de suas empresas.

 

A pesquisa aponta, ainda, que para 28,2% dos entrevistados a situação de seus negócios melhorou ou melhorou muito nos últimos três meses, esse é o segundo melhor percentual dos últimos 12 meses. Esse resultado impulsionou o índice de negócios na situação presente, que atingiu o valor recorde de 94,8 pontos. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação foi de 15,8 pontos, com destaque para o crescimento dos empresários cuja situação do negócio alcançou a estabilidade. Ainda assim, para 32,1% dos empresários, houve piora ou muita piora na situação atual do negócio. Outros 39,6% acreditam que a situação do seu empreendimento permaneceu igual.

 

Quando questionados sobre os principais fatores que atualmente limitam o seu negócio 50,7% dos empresários apontam a insuficiência de demanda, e outros 37,7% indicaram as restrições financeiras. Além disso, para 13,1% a falta de espaço e/ou equipamentos é um dos principais impeditivos e por fim, a falta de mão de obra é apontada por 12,3% dos entrevistados.

 

Demanda por bens e serviços

O número de empresários que afirmam que diminuiu ou diminuiu muito a demanda pelos serviços e bens de suas empresas nos últimos três meses apresentou a segunda queda consecutiva nesse mês, contribuindo para que o índice de comportamento da demanda voltasse a crescer, agora 17,2 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano anterior. O índice de demanda atingiu nova marca recorde de 92,1 pontos, maior valor da série. Esse não é o único indicador a atingir o valor máximo em novembro: todos os índices da situação presente encontram-se no maior patamar desde o início da pesquisa.

Sobre as expectativas para as demandas no próximo trimestre, 67,9% dos empresários esperam que haja algum tipo de aumento, revelando expectativas positivas. Apenas para 8,6% dos respondentes, haverá diminuição ou diminuição acentuada na busca por produtos e serviços de suas empresas.

Empregos

Em relação ao quadro de funcionários nos últimos três meses, 12,9% afirmam que diminuiu bastante e outros 16,1% dos entrevistados informaram que diminuíram de alguma forma. Além disso, apenas 9,6% disseram que houve algum tipo de aumento das contratações. As vagas de emprego formais que surgiram foram suficientes para levar o índice de emprego ao maior patamar da série, 84,3 pontos. A situação do negócio presente apresentou o menor crescimento interanual 15,8 e o emprego foi de 15,9.

 

Neste mês, 61,4% afirmam que esperam manter o número de empregados pelos próximos três meses, marcando crescimento na expectativa. O percentual de empresários que devem demitir está em 12,5%. Outros 26,1% de entrevistados devem aumentar de alguma forma seu quadro de funcionários nos próximos meses.

 

Preço dos fornecedores e estoques

De acordo com os comerciantes, os preços dos fornecedores se mantiveram em patamares altos: 93,2% perceberam algum aumento nos preços – a percepção está adequada com o índice de preços para região metropolitana do Rio de Janeiro, que registra aumento de 8,74% em 12 meses. Além disso, para o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), essa percepção no aumento dos preços, por parte dos fornecedores, já pode indicar um reflexo de altas nos custos devido ao valor dos combustíveis e também da energia elétrica.

Em relação ao abastecimento dos estoques, no último trimestre 42,9% dos empresários afirmaram que ficou abaixo do planejado, a ponto de fazerem novos pedidos, reforçando a melhora na situação presente. Para 46,6%, a quantidade se manteve em relação ao esperado, e apenas 10,4% ficaram com estoque acima do planejado.

 

Inadimplência

O índice de inadimplentes ou muito inadimplentes entre as empresas é de 22,5% nesta sondagem. Desse total, 59% dos entrevistados estão com mais de um tipo de inadimplência. O número de empresários que não ficaram com restrições apresentou nova alta, atingindo 54,3%, é a segunda vez, em 12 meses, que o percentual ultrapassa os 50%.  Entre os que ficaram inadimplentes, os gastos são associados a fornecedor (36,9%), aluguel (32%), bancos comerciais (31,1%), tributos federais (24,6%), parcelamentos de tributos com pagamento interrompido (24,6%), luz (20,5%) e Previdência/INSS patronal (16,4%).

 

Sobre a Fecomércio RJ

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) é formada por 59 sindicatos patronais fluminenses e representa os interesses de todo o comércio de bens, serviços e turismo do estado. O setor reúne mais de 314 mil estabelecimentos, que respondem por 2/3 da atividade econômica do estado e representam 68% dos estabelecimentos fluminenses, gerando mais de 1,6 milhão de empregos formais no total, que equivalem a 60% dos postos de trabalho com carteira assinada no estado do Rio de Janeiro. Além disso, a Fecomércio RJ administra, no estado do Rio, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comércio (Senac).

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