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Sicomércio-VR acompanha aumento de preços da cesta básica e critica reajustes da cadeia produtiva

Publicada em 08/09/2020

 
O Sindicato do Comércio Varejista de Volta Redonda (Sicomércio-VR) tem acompanhado a luta diária dos supermercados que vêm sofrendo com o aumento dos preços pelos fornecedores. Ainda segundo o sindicato, o setor vem enfrentando dificuldades para não repassar esses reajustes para os consumidores, muitas vezes, sendo vencido pelo alto valor das mercadorias. O presidente do Sicomércio-VR, Jerônimo dos Santos, disse que, infelizmente, a margem que vem do fornecedor tem sido alta, mesmo com os mercados buscando negociar sempre o preço, se tornando um problema conseguir preços menores. 
 
"A política de preço que vem sendo praticada pelos fabricantes tem sido muito difícil de ser combatida nos supermercados, que acabam pagando essa conta frente ao consumidor. Quando o produto chega, não tem como segurar o reajuste, porque a diferença no valor é muito alta. O prejuízo seria enorme. Isso tem sido ainda um reflexo da pandemia e também das exportações. Esperamos que o Governo tome medidas junto às indústrias e produtores", afirmou, numa crítica à cadeia produtiva.
De acordo com ele, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, já vem tomando  medidas para coibir tais práticas abusivas que estão acima dos mercados da região, conforme a nota abaixo:
 
Nota Oficial 
 
Preços dos itens da cesta básica
 
O setor supermercadista tem sofrido forte pressão de aumento nos preços de forma generalizada repassados pelas indústrias e fornecedores. Itens como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja com aumentos significativos.  A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, vê essa conjuntura com muita preocupação, por se tratar de produtos da cesta básica da população Brasileira.
 
Conforme apuramos, isso se deve ao aumento das exportações destes produtos e sua matéria-prima e a diminuição das importações desses itens, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se a isso a política fiscal de incentivo às exportações, e o crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal.
 
Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo Coronavírus (Covid-19). 
O setor supermercadista tem se esforçado para manter os preços normalizados e vem garantindo o abastecimento regular desde o início da pandemia nas 90 mil lojas de todo o país.
 
A ABRAS tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e representantes de todos os elos da cadeia de abastecimento. Apoiamos o sistema econômico baseado na livre iniciativa, e somos contra às práticas abusivas de preço, que impactam negativamente no controle de volume de compras, na inflação, e geram tensões negociais e de ordem pública.
 
Na quinta-feira (3), a ABRAS comunicou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços dos itens citados acima, com o intuito de buscar soluções junto a todos os participantes dessa cadeia de fornecedores dos produtos comercializados nos supermercados.
E continuará buscando oferecer aos consumidores, opções de substituição dos produtos mais impactados por esses aumentos.
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